Coluna: Sandra Brignol (PhD em Saúde Pública)

sábado, 3 de agosto de 20130 comentários

Olá amigos internautas e leitores do site estatisti.CO !

Neste nosso primeiro encontro digital, vou apresentar o STATA (Data Analysis and Statistical Software) que é um programa pago de análise de dados. Apresenta um amplo conjunto de ferramentas estatísticas para a exploração e modelagem de dados, e permite analisar dados de uma forma relativamente fácil, na comparação com outros programas do gênero. 

O STATA é um “programa estatístico”, mas seu uso tem algumas vantagens, destaca-se um conjunto de ferramentas para análise de dado coletados em pesquisas epidemiológicas (FRANCISCO, 2008; WAGNER e CALLEGARI-JACQUES, 1998), que utiliza um conjunto de conceitos, definições e metodologia apropriada que devem ser considerados no momento da análise dos dados. Por exemplo, os principais “desenhos de estudo” são: caso-controle, coortes e estudos transversais, além dos estudos ecológicos (BLOCH e COUTINHO, 2003; WAGNER e CALLEGARI-JACQUES, 1998; ALMEIDA-FILHO, 1989), e as análises devem ser conduzidas de formas diferentes para cada desenho. 

Além disso, o STATA tem a facilidade de calcular as medidas de associação mais usadas em epidemiologia: razão de incidências, risco relativo, razão de chances e risco atribuível (FRANCISCO, 2008; WAGNER e CALLEGARI-JACQUES, 1998).

Toda a documentação oficial do STATA é em língua inglesa (Menu: Help/Documentation), porém na internet é possível acessar muitas apostilas para download em português (BERGAMASCHI, BUENO e SOUZA, 2004). Para quem lê em inglês acesse o site stata.com oficial e na guia Training existem vídeos e tutoriais muito interessantes e outros documentos. 

Para os que já usam o STATA, no Google é fácil encontrar sintaxe de comandos e explicações extras, por exemplo, se você digitar “correlation in stata” o Google direcionará você para uma página da sintaxe do comando “correlation” que calcula o coeficiente de correlação entre duas variáveis numéricas.

No nosso próximo encontro iniciaremos a exploração mais detalhada deste programa.
Até lá!


Quem escreve?

Sandra Brignol
Possui graduação em Bacharelado em Estatística pela Universidade Federal da Bahia (2001), mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (2008) e Doutorado em Saúde Pública (2013). Tem experiência em pesquisas na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia do HIV, comportamento sexual, uso de álcool e outros psicoativos. Atua como professora de bioestatística, pesquisadora e consultora nas seguintes temáticas: bioética, vulnerabilidade, práticas sexuais desprotegidas, HIV/DST, uso de drogas lícitas e ilícitas.
Link para currículo: clique aqui.



Referências:
ALMEIDA-FILHO, Naomar. Epidemiologia sem números: uma introdução crítica à ciência epidemiológica. Campus, 1989. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=-aN9AAAAIAAJ&dq=epidemiologia%20e%20Pereira&hl=pt-BR&source=gbs_similarbooks>. Acesso em: 29 de jul de 2013.
BERGAMASCHI, D.P.; BUENO, M.B.; SOUZA, J.M. Stata Básico. VI Programa de Verão -2004. USP. Faculdade de Saúde Pública. 2004.
BLOCH, Kátia Vergetti; COUTINHO, Evandro da Silva Freire. Fundamentos da pesquisa epidemiológica. Medronho, RA; Carvalho, DM; Bloch, KV; Luiz, RL, p. 107-113, 2003.
FRANCISCO, P. M. S. B. et al. Medidas de associação em estudo transversal com delineamento complexo: razão de chances e razão de prevalência. Rev Bras Epidemiol, v. 11, n. 3, p. 347-55, 2008.
WAGNER, Mario Bernardes; CALLEGARI-JACQUES, Sidia Maria. Medidas de associação em estudos epidemiológicos: risco relativo e odds ratio. Jornal de pediatria. Rio de Janeiro, RJ. Vol. 74, n. 3 (1998), p. 247-251., 1998. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/54354>. Acesso em: 29 de jul de 2013.
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