Estudantes falam da experiência como monitor

quarta-feira, 20 de março de 20130 comentários


DA ESQUERDA PARA A DIREITA: ARTHUR NEHRER, DAIANE MARCOLINO, FELIPE OSHIRO E JONATAS COSTA.


Na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE / IBGE), no Rio de Janeiro, os alunos da graduação em Estatística podem fazer parte do programa de monitoria ou de Iniciação Científica. Na monitoria, os alunos que já cursaram determinada disciplina ensinam aos demais que estão estudando a resolver exercícios e a tirar dúvidas. Através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), os graduandos podem desenvolver pesquisas científicas com o auxílio do professor. Os dois programas auxiliam os alunos com uma bolsa mensal. Em outras Instituições, programas como esses também são realizados.

Se você já foi monitor na sua universidade entre em contato conosco! Estamos ansiosos para falarmos contigo! Nós entrevistamos 5 alunos que participam do programa de monitoria na ENCE e eles nos contaram como é a experiência de ensinar o que já aprenderam na graduação a outros alunos. Confira:


Como conciliar o estudo das disciplinas que você está cursando com aquela que você ensina na monitoria?

Daniel Micoski: Acho que separando um horário a parte na semana pra estudar a matéria na qual ensino na monitoria agiliza e complementa tudo o que já vi anteriormente e agora tenho a oportunidade de compartilhar o conhecimento, e nos dias em que não há uma demanda muito grande de dúvidas o ideal é estudar as matérias do período .

Daiane Marcolino: Como eu passo mais tempo na ENCE por causa da bolsa, aproveito o tempo livre após as aulas pra estudar. E às vezes, não aparecem alunos durante todo o horário de atendimento da monitoria, então também sobra um tempinho. É só ter organização que dá pra conciliar direitinho.

Jonatas Costa: Para conciliar o estudo das minhas disciplinas com a monitoria é preciso ter uma plano de estudo com os horários definidos para cada coisa, mas sempre deixando mais tempo para as minhas matérias, porque as matérias que eu dou monitoria eu já tenho um certo conhecimento então é só dar uma revisada.

Arthur Nehrer: Sobre as matérias da minha grade, eu costumo estudar apenas uma por dia, normalmente acompanhando o professor revendo as matérias dadas mais recentemente. Já das que eu dou monitoria, apenas dou uma relida no caderno e refaço alguns exercícios, muitas vezes no próprio horário da monitora quando não aparece ninguém.

Felipe Oshiro: É essencial saber administrar o tempo. Um erro que cometemos muito é acabar focando demais no tempo de estudo em determinadas matérias e acabar deixando de lado algumas outras. Claro que algumas exigem mais esforços que outras (esforço que varia de acordo com os gostos e facilidades pessoais, professores e épocas de provas, por exemplo), mas não podemos deixar a disciplina ensinada na monitoria de lado. Por mais que a tenhamos concluído, sempre alguma coisa acaba ficando para trás. Além de que a disciplina pode estar sendo ministrada por um professor diferente daquele de quando a cursamos, fato que muda a maneira de como é passada a matéria.



É mais fácil ensinar sobre uma matéria que você acabou de ver no período passado ou uma que já viu há um bom tempo no ciclo básico?

Daniel Micoski: Acho mais fácil ensinar sobre uma matéria que tenho facilidade de ensinar e que os conceitos ficaram fixos bastando apenas reaprender os detalhes da disciplina.

Daiane Marcolino: Acredito que o conteúdo da matéria que você viu no período passado esteja bem mais fresco na sua mente do que o de uma matéria que você já viu faz um tempo, e isso ajuda bastante na escolha. Mas se você gosta de uma determinada disciplina e teve um bom rendimento nela, por mais que a tenha estudado há uns 3 ou mais períodos atrás, isso não será problema. 
Afinal, você já passou por ela e tem o material pra revisar caso esqueça algum detalhe. Sem contar que os professores te ajudam com qualquer dúvida.

Jonatas Costa: A matéria que eu vi no período passado está mais fresca na cabeça, mas se tiver feito bem as outras matérias do ciclo básico e não tem problema em dar monitoria dela. Então não tem fácil ou difícil, porque você se inscreve nas matérias que você tem aptidão necessária para dar.

Arthur Nehrer: Com certeza quando você pega uma matéria que acabou de aprender fica mais fácil por não precisar tanto do auxilio do caderno ou livros. Por outro lado, se eu escolhi dar monitoria de outra matéria que eu já vi a um pouco mais de tempo é porque eu encontrei facilidade, senti que podia repassar alguma dica que eu peguei ou ajudar os alunos nos estudos." Gostar da disciplina que você escolheu é essencial e facilita muito na hora de rever a matéria e refazer alguns exercícios."

Felipe Oshiro: É mais fácil ensinar uma que foi vista no ciclo básico. Como o próprio nome diz, as matérias do ciclo básico nos dão conhecimentos que serão usados até o final da graduação. Com o passar do tempo vamos aprimorando as nossas técnicas sempre nos baseando às regras já aprendidas. As matérias que aprendemos no período passado ainda não foram tão exercitadas, utilizadas e aplicadas.


Por que escolher uma monitoria e não uma iniciação científica?

Daniel Micoski: Acho que a monitoria tem mais facilidades pois são assuntos que já vimos, além disso não há responsabilidade de ser um palestrante e receber perguntas dificílimas por parte dos professores. Sem contar que a bolsa auxílio de um monitor é melhor! A curto prazo ser monitor é melhor, já a longo prazo acho que o peso de uma iniciação científica supera todos os prós da monitoria .


Daiane Marcolino: Acho que essa escolha depende do perfil do aluno. Tenho alguns amigos monitores que se interessam muito pela área acadêmica e pensam em ser professores um dia, então uma bolsa de monitoria até te ajuda a treinar pro futuro. Eu não sei se trabalharei na área acadêmica, mas uma bolsa, seja de monitoria ou iniciação científica, te proporciona várias experiências e muito aprendizado. E isso no seu currículo pode gerar oportunidades. E é claro que para nós, pobres universitários, um dinheirinho na conta é sempre bom né (risos). E a bolsa de monitoria paga mais do que a de iniciação científica, pelo menos na ENCE. Mas não se interesse apenas pelo dinheiro, o que vale é você gostar do que faz e poder dar o seu melhor. Na monitoria, por exemplo, além de fixar a matéria, eu tenho aprendido a me relacionar melhor com as pessoas. E acredito que isso seja uma qualidade importante a desenvolver.

Jonatas Costa: A monitoria proporciona uma experiência de professor que ajuda a decidir se você quer ou não seguir a carreira acadêmica e também porque o salário de monitor é maior do que o da iniciação cientifica.

Arthur Nehrer: Inicialmente, eu escolhi a monitoria pelo valor da bolsa e a minha intenção era passar para a iniciação científica depois de alguns períodos. Mas, os monitores passaram a fazer um trabalho que vai além da monitoria. Além disso, esse programa nos força a continuar a estudar uma matéria que nós já vimos, portanto, isso vai reforçar a minha base para as próximas disciplinas que ainda estão por vir. E também nos dá a possibilidade de fazer algum trabalho utilizando a Estatística com o auxílio do professor, o que é sempre bom e conta muito na bagagem. Por enquanto ainda estou na monitoria, mas também ainda penso em fazer iniciação científica alguns períodos adiante.

Felipe Oshiro: Porque existem momentos em que você não se sente tão preparado e apto a fazer uma iniciação científica, pois acha que não conseguirá conciliar as atuais matérias cursadas com mais um ensinamento que exigirá um grande esforço e dedicação que os trabalhos de iniciação científica merecem.


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